Apenas uma condição

•02/07/2011 • Deixe um Comentário

Dá preguiça discutir preconceito, racismo, fanatismo religioso ou político. Aposto que você já argumentou contra uma pessoa que não consegue usar o mínimo possível de sua massa cefálica, que pensa de maneira estranha, que se quer considere uma idéia que ponha em jogo a sua crença ultrapassada.

Na verdade, a coisa é bastante simples:  preconceito, fanatismo ou racismo, nada mais é que burrice. E é aqui que entra a diversidade, idéia bastante positiva que parece dispensar discussões.

A diversidade é algo vital a vida do ser humano, mas devemos nos prevenir para não cairmos no falso hedonismo, em que tudo é permitido. As coisas não são tão simples assim, devemos nos apegar aos valores universais, que se difundem aos direitos humanos.

Não se pode permitir tudo. Não se pode destratar uma pessoa por não concordar com seu estilo de vida. Não se pode defender uma etnia pura por se achar superior. Não se pode dá poder a quem pensa como um ditador. Não podemos conviver democraticamente com quem quer aniquilar quem pensa diferente. Embora, se tratando de regime democrático, todas as pessoas devem ser ouvidas.

O fato é que todas as pessoas merecem ser respeitadas. A diversidade é, antes de mais nada, uma condição para evolução humana. Simples!

No meu tempo…

•30/06/2011 • 1 Comentário

Como cantou Chico Buarque, com as lições que aprendeu om o seu velho pai, Sérgio, não existia pecado do lado de baixo do Equador. Ao menos não existia no Brasil, terra de belezas, riquezas, prazeres e eterna fonte de juventude.

A chegada dos povos estranhos, da cultura da cana, do estado escravista e da igreja, transmitiram ao país os olhos repressivos dos padres e as vistas punitivas dos soldados. O Jardim do Éden de antes, ficou longe, longe do espaço e do tempo.

Asociedade está ficando cada vez mais repressora, estamos acostumados a sentir o prazer real com um pé-atrás, cultivamos o imaginário. O melhor lugar para se estar nunca é o aqui, o agora. Nos comportamos como os velhos, que não cansam de repetir como as coisas eram melhores no seu tempo.

Acabamos contaminados pelo vírus da nostalgia e muitas vezes somos pegos pensando que as amizades eram mais verdadeiras, que o sexo era mais intenso ou até mesmo que o LP era melhor que o MP3. Será que tudo isso era realmente melhor?

Começo a pensar que todo ser humano é bipolar, um dia achamos as coisas melhores, no outro piores. Na verdade não sabemos de nada. O fato é que as coisas mudam.

O que não muda é aquela vontade que o ser humano tem de controlar o outro. Vivem nos dizendo o quê podemos e o devemos deixar de fazer. E a gente sempre naquela vontade de reencontrar o Éden, que para alguns pode estar numa viajem a Europa, na Ioga, no Kamasutra. Para outros num abraço, numa conexão banda larga, no trabalho… Enfim, acho que você já entendeu o que quis dizer.

Quando chega a hora de mudar

•22/03/2011 • 1 Comentário

Ultimamente ando pensando em me converter a crença de alguns fenômenos sobrenaturais, principalmente no que se diz respeito a 2012. Não vejo solução, se não ficar impressionado com esses fatos que em algumas circunstâncias seriam basicamente impossíveis. Faustão está emagrecendo, Sandy virou devassa, Gugu saiu do SBT… – Sim, isso só pode ser o início do fim do mundo!

Crendices a parte, acho que o mundo está girando rápido demais. Um dia desses estávamos comendo banana e hoje já nos denominamos “Homo Sapiens” ou, simplesmente, seres humanos com notável inteligência. Onde está Darwin, quando mais precisamos dele?

Mas uma coisa é certa: não deixamos de sonhar. Como disse, o jovem, Novalis: “O mundo se transforma em sonho e o sonho em mundo”. Freud poderia explicar isso, ele que retratou muito bem os impulsos que regem as nossas vidas. Nossos sonhos, nada mais são que as realizações de nossos desejos. Tá aí um jeito de mudar o mundo.

Sem causa

•03/02/2011 • 1 Comentário

Não vou me desculpar pelo tempo que andei em falta com vocês. Estou passando por uma crise da metade da meia idade. Na verdade, ando meio receoso de postar por aqui, temo que a inspiração que tinha, não seja mais a mesma de tempos atrás.

Então, estou afim de falar sobre coisas banais. Hoje eu acordei me sentindo num barzinho sem poder beber porque sou o garçom do recinto e estou em horário de trabalho. Um peixe fora d’água, ou melhor: um peixe que está nadando contra a correnteza.

Tenho minha filosofia de vida, minhas idéias, o meu modo particular de viver. Às vezes quebro algumas regras e procuro viver sem preconceitos, mas não se enganem: não sou um rebelde. Apenas não gosto do que me é imposto.

Enquanto as pessoas exibem os seus corpos sarados por aí, mostro meus músculos poucos desenvolvidos. Enquanto as pessoas falam dos lugares que já visitaram pelo mundo, só estive a 256 quilômetros de distância. Enquanto as pessoas falam em constituir família e ter filhos, prefiro não pensar sobre o assunto.

Pareço aquela cerveja sem álcool que sempre fica escanteada na ultima prateleira do supermercado, que no fundo gostaria de ser igual às outras. Mas não podemos mentir para si mesmos. O segredo é não se preocupar tanto com o que vemos, afinal de contas, existe sempre alguém que gosta de cervejas sem teor alcoólico.

Daqui a alguns anos

•09/12/2010 • 3 Comentários

Tenho muitos planos para o futuro. Não falo mais que duas línguas, nunca morei sozinho, muito menos no exterior. Tenho vontade, claro! Já estou com vinte anos e às vezes me acho uma criança, que não sabe o que quer da vida. A única coisa que sei é que preciso ser “bem-resolvido” e “cool” para atender a demanda da sociedade. Ou seja, não posso demonstrar frustração se algumas pessoas não me dão a devida atenção que penso merecer.

Quando somos crianças é muito fácil, costumávamos colorir o nosso mundo com cores vibrantes, cores de Almodóvar. Mas depois vamos crescendo e tudo vai perdendo o contraste, os tons de cinza começam a aparecer, de repente, nos vemos num filme preto e branco. E o que mais é triste saber, é que o filme sempre é o mesmo, parece “Sessão da Tarde”, não importa a hora nem a data, a história sempre é a mesma. O que muda sempre é o que tem menos importância. Por mais que o mundo continue girando as pessoas continuam agindo da mesma forma. Lembro muitas vezes daquele ciclo que aprendemos no colegial: nascemos, crescemos, conhecemos uma pessoa legal, reproduzimos e morremos, para que não haja superlotação no planeta, claro!

A tecnologia nos atingiu de uma forma tão avassaladora que hoje estamos vivendo as pressas, nos comunicamos através de siglas: MSN, SMS, RT, DM, PQP. É celular querendo ser computador, computador querendo ser gente e muita gente sem saber o que vai ser. Humanizamos as máquinas e esquecemos que aos poucos vamos nos artificializando. É tanto consultório estético, é tanta lipoaspiração, é tanto botox, é tanto silicone. Às vezes me questiono: será que daqui alguns anos vou lembrar de ter apertado algum peito de verdade?

Uma Tsunami de modismos se aproxima. Temos que nos transformar em algo para alcançar os, tão almejados, 15 minutos de fama. Temos que: malhar diariamente, comprar compulsivamente, vestir estilosamente, ser independente financeiramente, liberado sexualmente e beber moderadamente. Sim, já ia esquecendo: um pouco de espiritualidade não faz mal a ninguém.

Queremos sempre pensar que não fazemos parte desse sistema. Tentamos entender o próximo, mas não nos damos ao trabalho de nos entender, por isso aquele velho labirinto de dominós geralmente desmorona. Mas, o melhor é saber que sempre quando alguém olhar pra você e sorrir, vamos acreditar num futuro melhor, mesmo ele sendo igual ao que aconteceu a milhões de anos atrás. Por falar nessa enxurrada de informações, esse texto já contém mais de 140 caracteres, o que é, que eu faço?

Tudo o que é bom

•02/11/2010 • 1 Comentário

Desde pequeno fui aprendendo com os meus pais  o que fazia bem e o que fazia mal para minha saúde. Achava a maior graça! Pimentão previne isso, tomate é bom para aquilo, chocolate faz bem, tudo demais é veneno. Álcool é prejudicial, tome água abundantemente, sem exageros. Diante desse monte de idéias, resolvi criar as minhas. Achei mais seguro!

Dormir me ressuscita. Assistir a um bom filme me teletransporta para outro mundo. Viagens me deixam tenso antes de sair de casa, mas logo depois volto cheio de idéias e deveres a cumprir. E isso é bom! Brigar me deixa nervoso.  Ver pessoas tendo acessos de ignorância me faz perder a pouca fé, que me resta, no ser humano. Alguns telejornais deveriam ser proibidos pelo “Ministério da Saúde”.

Correr de manhazinha faz muito bem, sair pra conversar também! Ficar calado em meio a uma discussão exercita o seu autocontrole, garanto que acordar arrependido no outro dia você não vai. Passar o dia pensando numa maneira de pedir desculpas faz mal, pedir desculpas faz bem! Rancor é o tipo de coisa que te pré-dispõe a um ataque cardíaco, não há cebola ou soja que dê jeito. Nem venha com aquela história que “Meu coração vagabundo que quer guardar o mundo em mim”, Caetano que me perdoe, mas essa desculpa não cola mais.

Ir ao boteco no final de semana com os amigos, conseguir uma mesinha onde não tenha ninguém atrapalhando, pedir uma cerveja gelada e passar o resto da noite falando sobre o  quê lhe vier à cabeça… Isso sim, é a melhor coisa que você pode fazer para sua saúde!

Só pra dizer que te amo

•10/10/2010 • 2 Comentários

De repente comecei notar a sua presença nos lugares que freqüentava. Conforme o tempo foi passando nos conhecemos e nos tornamos grandes amigos. Não dava pra disfarçar toda a minha felicidade quando estava perto dela. Conheci novas pessoas, vivia sorrindo, ela fazia o tipo perfeito que sempre soube me compreender, que não olhava os meus defeitos. O sexo com ela era o melhor, crescemos juntos, nos divertindo. Todo mundo ao meu redor percebia o bem que ela me fazia. Nunca foi de me cobrar nada. Era bom!

Com o tempo fui percebendo que minhas responsabilidades aumentaram e comecei ame questionar se era realmente aquilo que eu queria. De uma hora para outra comecei a por na balança os pontos negativos, como todo aquele dinheiro que eu gastava com ela. Me tornei um homem, tinha obrigações a fazer, contas a pagar e já era a hora de começar a investir no futuro, não podia me dar ao luxo de gastar com futilidades. Estava tão condicionado a sua presença que não podia ir a lugar algum sem ela, e isso acabou me sufocando. Num dia de estresse, juntei todos esses fatos e terminei com ela.

Tentei me distrair, fazendo programas alternativos sem ela. Foi ruim, não estava acostumado a ficar sozinho, éramos muito unidos. Sentia ciúmes quando a encontrava na mão de outro. Muitas vezes tentava ignorar, ia até embora do local. Contive, um pouco, essa saudade com as responsabilidades da universidade, até pensei ter superado. Mas as férias chegaram e eu a encontrei novamente na mão de outro, todos os meus sentimentos voltaram e fiquei sem saber o que fazer.

Meus amigos, vendo todo o meu sofrimento e cansados de me verem no limbo, me davam conselhos, me ofereciam vinho, caipirinha, cachaça, tequila, mas nada daquilo me fazia a esquecer. Eles não entendiam que nada poderia substituir a minha amada cerveja.

Mulheres, cervejas e degustação

•04/10/2010 • 2 Comentários

Penso que quando o Criador resolveu fazer a mulher ele estava entediado, não tinha ninguém pra conversar, já que Adão só pensava em ficar pendurado nas árvores com os macacos, apostar corrida com  os avestruzes e fumar folha de bananeira, de vez em quando. Graças a nossa doação involuntária, a nossa costela se transformou, como num passe de mágica,  no que logo chamaríamos de mulher. E isso foi bom, tirando o fato de mais nunca termos sossego. Tá certo que Ele queria conversar, mas precisava exagerar? As 7.000 palavras de Adão não bastavam? Afinal, ter que escutar, pelo menos,  15.000 palavras por dia não é pra qualquer criatura.

Analise a relação homem e mulher, agora  avalie a semelhança que existe entre o homem e a cerveja. Na primeira analogia temos uma loira quente, que quando quer, nos deixa bastante satisfeitos, na segunda temos uma loira gelada que também nos agrada. Mulheres e cervejas são complexas, fato! O bom é saber que podemos ter a capacidade “degustá-las” das diferentes maneiras [E olhe que não estou falando do Kamasutra], todas têm um sabor especial, que com a convivência e a experiência diária, tornam-se singulares. Quando os dois estiverem satisfeitos, pode ter certeza que o que não faltará será prazer! Não há nada como degustar uma cerveja tipo “Vielle Bon Secours”, acompanhada por um belo prato de pernil. É uma experiência única, muito diferente de uma “Kaiser” com frango à passarinha.

Cada relação é boa naquilo que se propõe a ser. Cabe a nós enxergar o melhor de cada uma, e para isso temos que usar o senso crítico para não destruí-las pelos nossos defeitos, senão nunca teremos a tão boa e desejada relação, mas sim, uma menos pior.

O que foi que eu fiz?

•27/09/2010 • 1 Comentário

Todos nós sabemos que logo após algumas, muitas cervejas, é comum termos o nosso instinto de auto-preservação  delicadamente danificado. Arrumar encrenca com os seguranças na balada, correr pelado no meio da rua e cometer garfes se tornam coisas inteiramente normais e comuns.

Pensar  que o mundo gira a sua volta é normal, ainda mais se você está bêbado. Mas, devido algumas experiências de aprendizado empírico, digo que todo cuidado é pouco. Acredite, às vezes a total ausência de auto-preservação pode lhe render alguns problemas.

Não tenho uma explicação plausível para isso, mas, na minha maratona etílica, de fim de semana,  após alguns copos de álcool começo a ver coisas onde não existem. Vi dente em boca de banguela, fadas, duendes, peitos onde não existia e já arrumei briga por querer agarrar uma gatinha de 65 anos [beleza interior].

Geralmente sofro com a amnésia alcoólica, não costumo lembrar essas coisas que faço. Mas nada como aqueles seus velhos amigos que fazem questão de te lembrar no dia seguinte, o atentado. Lembre-se: não existe o peso na consciência, existe a falta de álcool no sangue! Por via das dúvidas, leve sempre uma camisinha com você.

Me dê motivos

•23/09/2010 • 2 Comentários

Que toda relação humana está sujeita a separação, isso todo muno já sabe. O fato é que quando alguém é dispensando o mundo acaba desabando ao seu redor. Vale salientar que são nessas horas que surgem todas aquelas incertezas humanas, isso sem mencionar na brusca queda da auto estima. “Não fui bom o bastante? Ela(e) encontrou alguém melhor que eu? Porque teve que acontecer desse jeito?”, perguntas como essas sempre ficarão em aberto.

Pessoal, vamos botar na cabeça que nem sempre as coisas ocorrem como o planejado, nem sempre as coisas acontecem daquela forma que pensamos em ser a ideal para todos. Levar um pé na bunda, ser dispensado ou ser trocado por outra pessoa nunca foi fácil de lidar. O importante é perceber que essas situações têm pouca relação com a pessoa que somos e sim com o que as pessoas esperam de nós. Como meu tio sempre fala: “O ser humano é complicado”. O que é bom pra mim nem sempre é bom para a outra pessoa, ou seja, cada um espera atitudes, pensamentos ou algo diferente que nem sempre será correspondido.

Encarar o fim de um relacionamento como uma simples história que foi legal, que teve um ciclo de começo, meio e fim, torna a nossa vida bem mais fácil. E sendo assim, quanto maior a simplicidade das coisas, maiores são as chances de levarmos uma vida melhor. Vamos viver na simplicidade e encarar os fatores chatos, que todo mundo está propício. Aliás, a cerveja mais gelada sempre será a próxima, mesmo que essa seja saboreada no mesmo, velho e bom, copo americano.

 
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